Filhos, melhor nós termos.
Nascem-nos num repente,
somente pra nos deixarem velhos.
Que importa?
E crescem, parecendo gente,
acho que somente
para preocupar-nos.
Aonde vai?
Com quem?
Não demore!
Leve a chave.
Feche a porta.
Inda ontem ela mal falava,
engatinhava pela casa toda,
foi-se levantando,
foi-se embonecando,
criando corpo e jeito.
Até peito!
Um caso sério.
E vem um sujeito,
sem qualquer demora,
nos leva ela embora.
Com que direito?
E ela engravida
e dá-nos netos
pra toda a vida.
Como fizeram?
Quem lhe ensinou?
Mistério!
Netos, melhor não tê-los!
Como são chatos eles,
reles choramingas,
que reivindicam tudo,
ou permanecem mudos;
não nos desejam perto,
querendo, por certo,
longe a nossa filha
do paternal abraço.
Fracasso!
São só aborrecimentos,
imaturos, ciumentos.
Quer levá-los? Maravilha!
Bisnetos? Eu ouvi "bisnetos"?
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirretificando o comentario:
ResponderExcluirFilhos
Os filhos das minhas filhas
meus netos são.
Os filhos dos meus filhos...
Serão ou não?
Francimar Torres Maia.
bela imagem e poema!
ResponderExcluirparabéns!!
abraço
Mestre, estes versos me lembram uma música que Luiz Gonzaga fez com um poeta paraibano, chamada "O Mangangá". Só um trecho:
ResponderExcluir"Tudo que a gente precisa ter, vai comprá / calça, camisa, cueca, farinha, carne e jabá / mas uma fia que se cria com cuidado / vem qualquer cabra safado / pede a mão e a gente dá!"
É por isso que tem gente que vende as "fias". Tá explicado. Abraços do
Zé Preá
Ma esse DNA é um assombro, mesmo, rs rs...
ResponderExcluirQue lindos!