- Partiu desta pra melhor.
- Meus pêsames, cara. Meus pêsames. E quando foi que ela morreu?
- Morreu? Quem falou em morte? Lembra-se daquela mania que ela tinha de cheirar perfume? Coisa mais desagradável! Pra mim aquilo era TOC. E me arrastava para as lojas do shopping, abrindo e fechando vidros e mais vidros de perfume, que levava ao nariz. Ao meu nariz! “Sinta esse leve cheiro de alfazema”. Eu nem sei se alfazema é animal, vegetal ou mineral; se é sólido, líquido ou gasoso, mas atendia aos rogos dela. Ou ordens dela. Tudo pelo nosso futuro casamento.
- Fugiu com o dono da loja?
- Quase. Participou de um concurso internacional de provadores de perfume e foi aprovada para trabalhar na Christian Dior, em Paris.
- Mas você disse que ela passou desta pra melhor?
- E você acha São Paulo uma cidade melhor do que Paris?
Tem quem escreva por pura vontade de escrever, mas, em geral, um blogueiro espera ser lido.
ResponderExcluirNão apenas, mas também correspondido!!!
O conheci pelo Migualhas e cá estou eu lhe acompanhando.
Andei também pelos antigos posts e gostei.
Sucesso sempre.
Um abraço,
Gabriel
Como o colega Gabriel, também vim pelo Migalhas, especialmente pela edição nº 110, a qual me senti desconfortável de ler, saber que é a minha língua de origem, e pouco entender.. Gostei do desafio e vim conferir o seu blog, o qual achei cativante à leitura.
ResponderExcluirGostei muito do que li até agora e com certeza voltarei a visitar.
Até mais!
Paula.
Belo conto, Adauto.
ResponderExcluirTem o que tem de ter: enredo.
Abração.
Carlos