
Quando eu partir,
que seja num dia alegre,
talvez numa quinta-feira,
melhor se for numa terça,
quem sabe no Carnaval.
Quando eu partir,
que a noite seja de lua,
crescente, de preferência,
com nuvenzinhas vagando,
quais aves do arrebol.
Quando eu partir,
que as flores abram-se todas
mesmo em outono ou inverno
que abrirem-se em primavera
é natural que ocorresse.
Quando eu partir,
que riam meus inimigos.
Eu vou querer que eles chorem?
Vou esperar que eles orem
por quem lhes fez tanto mal?
Quando eu partir,
num mês de março qualquer,
que seja detardezinha,
sem o mais mínimo azáfama,
tal qual sempre morre o sol.
Quando eu chegar,
um coro de anjos interromperá seu ensaio.
Um deles, mais atrevido,
nariz franzido, por certo
indagará: “Quem é esse?”
talvez numa quinta-feira,
melhor se for numa terça,
quem sabe no Carnaval.
Quando eu partir,
que a noite seja de lua,
crescente, de preferência,
com nuvenzinhas vagando,
quais aves do arrebol.
Quando eu partir,
que as flores abram-se todas
mesmo em outono ou inverno
que abrirem-se em primavera
é natural que ocorresse.
Quando eu partir,
que riam meus inimigos.
Eu vou querer que eles chorem?
Vou esperar que eles orem
por quem lhes fez tanto mal?
Quando eu partir,
num mês de março qualquer,
que seja detardezinha,
sem o mais mínimo azáfama,
tal qual sempre morre o sol.
Quando eu chegar,
um coro de anjos interromperá seu ensaio.
Um deles, mais atrevido,
nariz franzido, por certo
indagará: “Quem é esse?”
ah, tio...
ResponderExcluirquando o senhor partir, avise ants a Kimberly Clark paradobrar a produção do Kleenex, pq com certeza o mundo ficará mais triste e sem graça...
te amo!
Blu
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirpoetAdauto
ResponderExcluirassino abaixo das palavras da MonyBlu Pucci.
grande abraço!!
Quando o grande pensador e poeta Adauto Suannes partir eu irei com certeza vasculhar, seu blog, a revista eletrônica migalhas e digitarei seu nome no google, pois, tudo o que versar sobre este grande vulto do conhecimento que na simplicidade dos sábios e na determinação dos monges ficará sempre diluido em seu legado intelectual, que servirá de base para o meu aprimoramento intelectual e sei que milhares de pessoas farão o mesmo.
ResponderExcluirLuiz Domingos de Luna
Procurar na web
Quando voce partir, faça-o na certeza de que honrou sua condição de ser humano que deixou seguidores agradecidos de tê-lo como um norte verdadeiro.
ResponderExcluirque se cumpra, aos costumes !
ResponderExcluir(mas só depois do desenlace, vero...rs)
belezura de epitáfio !
(mas que demore muito a ser escrito na pedra, que fique, por certo e por enquanto, só no papel...)
nós te amamos, poeta !...um beijo !
Joe Brazuca
Mestre. Depois do que falou o poema, da partida e da chegada, eu não falo mais nada, apenas permaneço ouvindo a voz do vento, senhor do tempo e caminho.
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